01.07.11 - fri

Tensão entre fronteiras dificulta Mercosul

Tensão entre fronteiras dificulta Mercosul

Uma tensa cordialidade paira sobre brasileiros e argentinos ligados à operação do maior complexo aduaneiro rodoviário da América Latina, nas cidades fronteiriças de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Paso de Los Libres, em Corrientes, na Argentina.

Alimentado pelos frequentes desentendimentos comerciais entre Brasília e Buenos Aires e pela rivalidade histórica entre os dois países, o clima de desconfiança mútua atrapalha as negociações e contribui para a manutenção de gargalos burocráticos que dificultam o trânsito de mercadorias entre os principais sócios do Mercosul.

Tentativas de superar os entraves não faltam. Os coordenadores de cada país na Área de Controle Integrado (ACI) - o delegado da Receita Federal do Brasil em Uruguaiana, Jorge Luiz Hergessel, e o oficial da Gendarmería argentina, força militar encarregada da vigilância das fronteiras, Raul Rolando Rivero - fazem reuniões quadrimestrais com representantes dos serviços oficiais e das entidades privadas para aparar arestas. Conforme Hergessel, o objetivo é estabelecer "rotinas mais harmoniosas" dos dois lados. Mas as soluções não são tão simples.

No encontro realizado dia 10 deste mês, que foi acompanhado pelo Valor, cobranças e evasivas se sucediam quando vinham à tona temas como a demora na liberação de caminhões, o descompasso entre os horários de atendimento dos órgãos públicos de cada país e as diferentes normas para o trânsito de cargas perigosas. A reunião foi realizada no quartel do 7º Regimento da Gendarmería, sob os olhares de soldados armados que, embora prestativos, davam ao local ares pouco compatíveis com a ideia de integração.


Por Valor Econômico

30.06.11 - thu

Complexo registra crescimento de cargas

O Porto de Santos registrou alta de 0,2% na movimentação de cargas no total acumulado até maio, alcançando mais um recorde para o período. O incremento é um reflexo da alta de 11,2% nas importações e se contrapõe à queda de 5,3% nas exportações também no acumulado - em maio a redução foi ainda maior: 17,5%. Com isso, o total mensal teve retração de 12%.

No que diz respeito às cargas importadas, houve aumento de 0,3% no mês. Com isso, Santos deve fechar o ano obtendo incremento de 3,5% e chegando a 100 milhões de toneladas. As importações cresceram 26,9% (com US$ 21,2 bilhões) e as exportações 24,86% (com US$ 22,6 bilhões). O açúcar, a carga de maior peso operada no porto, manteve a tendência de todo este ano, apresentando queda de 36,0% no mês e atingindo redução de 28,3% no período.

Além de condição climática prejudicial no ano passado, o impacto negativo no comércio do açúcar é devido principalmente à redução das compras de diversos países, especialmente a Índia, que cortou 93,2% das importações de açúcar de cana bruto. .A queda da exportação também foi fortemente influenciada pela redução dos embarques de soja em grãos, atingindo no mês 12,5%.

As operações com contêineres acusaram a primeira redução do ano, com queda de 3,9% no mês, insuficiente para reverter o crescimento no acumulado do período que já chega à forte marca de 14,2%, com 1.117.674 teu, recorde para os cinco primeiros meses. Outro recorde obtido foi na movimentação de veículos, com total de 172.187 unidades, apontando aumento de 26,2%, com alta de 46,8% nas importações e de 19,3% nas exportações.

Ainda assim, o Porto de Santos mantém a liderança no ranking dos portos brasileiros escoadouros da oleaginosa, sendo responsável por 39%, seguido por Paranaguá com 20%. A retração das exportações da soja teve como forte componente a diminuição dos embarques para a China, destino de quase 80% do grão exportado por Santos.


 

29.06.11 - wed

Superporto do Açu começará a operar em 2012

O Superporto do Açu, localizado nas cidades de Campos e São João da Barra (RJ) e projeto da LLX, pertencente ao Grupo EBX, começará a operar no ano que vem. O complexo terá 30 berços para atracação, área total de nove mil hectares, entre área onshore e offshore e capacidade para receber navios Capesize e Chinamax.

Investimento de mais de R$ 4 milhões, o superporto vem sendo construído desde e tem como destaque a ponte de quase 3 quilômetros de extensão.

Por: Guia marítimo

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