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Complexo do Itajaí opera mais de 5 milhões de toneladas no semestre
O Complexo Portuário do Itajaí registrou um avanço de 14% nas operações realizadas no primeiro semestre de 2011. Foram operados 5,05 milhões de toneladas de mercadorias, ante 4,45 milhões de toneladas embarcadas e desembarcadas no igual período de 2010.
Com relação às operações com contêineres, no acumulado do semestre o Complexo registrou a movimentação de 481,8 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), ante 426,5 mil TEUs operados no mesmo semestre de 2010. O avanço foi de 13%. Os números serão apresentados durante reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, que será realizada nesta sexta-feira.
Se analisadas apenas às operações de junho, a movimentação total do Complexo no mês foi de 883,19 mil toneladas, inferior em 4,61% ao montante movimentado em maio, de 925,89 mil toneladas. Entretanto, se comparada à movimentação de junho de 2010, observa-se um crescimento de 17%. Em contêineres, foram movimentados 86,38 mil TEUs, ante 91,5 mil TEUs operados no mês anterior, com recuo de 5,59%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi observado crescimento 22%.
Por Guia Marítimo
Ampliação do Canal do Panamá ameaça comércio na República Dominicana
Ele afirmou o setor possui desafios sérios de capacidade de resposta à ameaça, a qual acontece devido à tendência que vem se formando junto à ampliação do canal: os navios que têm usado essa rota são cada vez maiores e exigem uma capacidade e infarestrutura maiores dos portos.
O executivo enfatizou a necessidade da República Dominicana de se ater à elaboração de um plano estratégico para lidar com a situação de forma a minimizar os impactos no desenvolvimento logístico não só do país, mas também da América Latina e do Caribe
Por Guia Marítimo
País não cumpre acordo de liberação das cargas brasileiras
Mais de um mês após o encontro da ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, pouca coisa mudou nas fronteiras do parceiro de Mercosul em relação aos exportadores brasileiros. Na época, foi firmado um compromisso de respeito ao prazo máximo de 60 dias para liberação de produtos importados, como recomenda a Organização Mundial do Comércio (OMC).
No entanto, segundo exportadores nacionais, a relação comercial com os vizinhos do Sul permanece difícil e os produtos brasileiros continuam sendo retidos pela burocracia argentina por períodos superiores aos aceitos pela OMC. Segundo resposta oficial enviada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), "não houve nenhuma mudança na relação comercial dos dois países. Tudo continua muito crítico".
O mesmo ocorre no segmento de calçados. O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, confirma que o acordo não está sido cumprido. "O acordo não aconteceu. As mercadorias continuam presas. Temos produtos esperando liberação desde março", reclamou.
Para ele, o governo brasileiro errou ao "afrouxar" na questão das licenças não automáticas de importação. "Precisamos aplicar a mesma medida. Infelizmente, essa é a única linguagem que eles entendem. Continuamos prejudicados com o não cumprimento de prazos".
O acordo foi firmado no dia 2 de junho, após um período de tensão nas relações comerciais entre os dois países, quando o Brasil decidiu retirar os automóveis da lista de produtos com licenças automáticas de importação. Mesmo sendo defendida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) como medida cautelar para evitar o desequilíbrio da balança comercial, a iniciativa foi interpretada como retaliação pelo governo argentino às barreiras impostas aos produtos brasileiros.
Na ocasião, os representantes do setor industrial dos dois países fixaram uma espécie de ato de boa vontade, prometendo flexibilizar as exigências de cada país para "melhorar a relação bilateral" e dar mais agilidade no cumprimento dos prazos estabelecidos pela OMC. Em nota conjunta, os ministros manisfestam "disposição de facilitar os trâmites para obtenção e aprovação das licenças de importação, bem como liberação dos produtos que se encontram atualmente na fronteiras dos dois países". Na época, também ficou estabelecida a rotina de encontros mensais entre representantes dos dois governos.
Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, o impasse está longe de ser solucionado. "Nada foi formalizado oficialmente, não teve nada escrito. O assunto não está resolvido, não se tem falado mais nada, mas existe muito interesse político", comentou. Segundo Castro, nessa "guerra comercial" o Brasil será sempre prejudicado. "Infelizmente, a Argentina acha que o Brasil tem sempre que atendê-la e isso tem acontecido. É como se existisse a ameaça velada de que, quando o Brasil deixa de vender à Argentina, a China está ocupando esse lugar".
Fonte: Agência Brasil



