30.03.10 - tue

2- China supera Alemanha e lidera exportações em 2009, confirma relatório

A China superou a Alemanha em 2009 como primeiro exportador mundial, com vendas para o exterior num valor de US$ 1,2 trilhão, confirmou nesta sexta-feira a OMC (Organização Mundial do Comércio). Os dados são do relalório anual de comércio divulgado pela entidade hoje.
A Alemanha exportou bens em 2009 num total de US$ 1,12 trilhão, segundo a organização.
Por sua parte, os Estados Unidos --o maior importador do mundo-- ocupam o terceiro lugar com US$ 1,05 trilhão em bens vendidos para o exterior no ano passado.
2010
O comércio mundial crescerá 9,5% em 2010, após ter perdido 12% em 2009, segundo uma previsão anunciada pelo diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy.
Segundo ele, o crescimento pode ser classificado como uma "boa notícia para a economia mundial".
"Nossos economistas preveem um crescimento do comércio internacional para 2010 em 9,5%. O comércio dos países em desenvolvimento crescerá 11% e o comércio dos países industrializados crescerá 7,5%", especificou Lamy.
"Isto significa que, no âmbito mundial, vemos a luz no fim do túnel e é certamente uma boa previsão e uma boa notícia para a economia mundial", apontou.
Segundo os economistas da OMC, se o comércio global continuar crescendo no atual ritmo, será necessário ainda mais um ano para que os volumes transacionados superem o nível de 2008, o último antes da crise financeira global

30.03.10 - tue

1- Empresários do País são os mais otimistas com economia global

Os empresários brasileiros são os mais otimistas quanto ao comportamento da economia global no próximo ano, indica uma pesquisa feita em 17 das principais economias do mundo pela consultoria internacional KPMG. O levantamento mostra um aumento generalizado do otimismo em relação à recuperação econômica global, principalmente nos Estados Unidos e nos países do BRIC.
Esta é a segunda vez seguida que a pesquisa, realizada de quatro em quatro meses, apresenta um crescimento do otimismo em vários itens como atividade econômica e receitas.
A pesquisa ouviu cerca de 11 mil empresários sobre suas perspectivas para os 12 meses seguintes. O aumento no otimismo sobre a atividade econômica no setor industrial, passou de 42,9 para 50,9 entre o levantamento anterior, de outubro de 2009 e o atual.
No setor de serviços, com apenas 12 países pesquisados (Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca e Polônia ficaram de fora), o índice de otimismo registrou uma leve variação negativa no mesmo período, de 46,5 para 44.
O índice de otimismo no Brasil ficou em 84,2 para o setor industrial e 78,3 para o setor de serviços. Quando considerados em conjunto os países do grupo BRIC, os índices de otimismo foram de 63,4 e 58,3 nos dois setores, respectivamente.
Os Estados Unidos, que tiveram índices de 65,7 e 60,3, apresentaram a segunda maior taxa de otimismo entre o empresariado norte-americano.
A Grécia, país que enfrenta graves problemas econômicos, foi o único entre países em que o pessimismo superou o otimismo, com um índice de -25,2 no setor industrial.
Para Alan Buckle, diretor global de consultoria na KPMG, os resultados da pesquisa são mais uma indicação de que a crise global parece ter sido superada.
"No primeiro nível estão os países do BRIC, cheios de confiança e preocupados apenas com inflação ou questões externas sobre as quais eles não têm controle", disse. No segundo nível, segundo ele, estão os Estados Unidos e as economias europeias mais fortes, que mostram um otimismo cauteloso, com dúvidas ainda sobre a sustentabilidade da recuperação.
"No terceiro nível estão países como a Grécia, nos quais a confiança empresarial inexiste por razões óbvias."
Os dados da pesquisa para o Brasil indicam ainda um otimismo em relação a lucros (80,1 no setor industrial e 75,6 no setor de serviços), novos pedidos (85,3 na indústria e 78,4 em serviços) e, por fim, nível de empregos (76,8 e 69,1).
Levantamento feito pela consultoria KPMG com 11 mil empresas em 17 países mostra que os empresários brasileiros são os mais otimistas do mundo no que diz respeito à recuperação da economia mundial

29.03.10 - mon

Brasil cai em ranking mundial de comércio exterior da OMC

A queda nos preços de commodities faz o Brasil cair no ranking das maiores potências comerciais e explicita que a expansão das exportações dos últimos anos não estava baseada em uma maior competitividade do País, mas sim em uma renda artificialmente inflada pela alta nos preços de matérias primas. Sexta-feira, a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou sua classificação dos maiores exportadores e trouxe a China pela primeira vez como a líder, superando Alemanha e Estados Unidos.
Já o Brasil sofreu uma das piores contrações nas exportações entre as maiores economias e passou da 22ª posição em 2008 para a 24ª posição. A posição do país entre os importadores também caiu.
A queda prova o alerta que já vinha sendo feito há dois anos pela OMC, indicando que a expansão dos últimos anos das vendas nacionais não estava baseada em um maior volume de exportações, mas apenas na valorização dos preços de commodities. O Brasil, portanto, não era mais competitivo e apenas a renda das vendas que eram maiores. Prova disso é que o Brasil não conseguia expandir sua participação no mercado internacional, mesmo com uma renda que aumentava.
Ao ver os preços das commodities desabarem em 2009, o Brasil registrou perdas importantes no comércio exterior. Em volume, a queda das exportações nacionais de 8% foi mais acentuada que a média sul-americana, de 5%.
Para Patrick Loew, economista-chefe da OMC, a situação dos países exportadores de commodities foi mais difícil que para os de
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