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Transporte impulsiona ramo de seguros
Somente nos primeiros seis meses do ano, a exportação cresceu 32%, enquanto a importação teve incremento de 30%. Os números impactam não só o setor como impulsionam, também, o ramo de seguros de transporte, mesmo diante da resistência por parte dos empresários atuantes no mercado marítimo.
De acordo com o presidente da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Paulo Robson Alves, embora o cenário seja positivo, o País ainda não vê o seguro como uma despesa no caso do transporte marítimo, já que ele não é obrigatório. "O que preciso entender é que o seguro é um serviço agregado à operação da companhia", diz.
Dados do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguro) demonstram que ainda há muito o que crescer no setor marítimo. Ao todo, apenas 4% dos prêmios são contemplados pelo aquaviário. No entanto, para o coordenador técnico de Transportes do sindicato, José Geraldo da Silva, tanto o embarcador quanto o transportador demonstram preocupação e necessidade em contratar o seguro de cargas que, por conta de viver um momento de alta competitividade, deve apresentar preços mais baixos ao empresariado.
Por Guia Marítimo
País quer novas fronteiras de exportação
O Brasil mira novos países com o objetivo de abrir fronteiras de exportações para intensificar as relações comerciais. Para isso, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e das Relações Exteriores e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) vão realizar missões comerciais com o intuito de alcançar o Leste Europeu, a América Central, o Caribe, o México e a África.
Outra região em que o Brasil tem interesse, apesar de demandar mais empenho para ingressar, é o Sudeste Asiático, mais especificamente a Índia. Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, o Brasil vai "entrar forte" nesses países e não "vai brincar de fazer negócio". Ele destacou um estudo detalhado intitulado Estratégia Nacional de Exportações 2011-2014, que também faz parte do pacote de estímulo ao setor industrial, anunciado pelo governo federal no início do mês.
"O estudo tem toda a análise do comércio exterior por produto e por fator agregado. Tem como nós vamos chegar a cada mercado, o que nós vamos exportar, para onde a gente quer crescer, quais os principais países. Tem muita inteligencia comercial aqui, vamos com objetivo definido", disse.
O levantamento identificou oportunidades de negócios para empresas de diversos segmentos como os de açúcar e álcool, adubos e fertilizantes, automotivo, de bebidas, de café, de carnes, de couro e calçados, de equipamentos médicos, farmacêutico, de máquinas agrícolas, de móveis, de produtos metalúrgicos e de químicos e têxteis.
Para este mês, estão previstas visitas à América do Sul. Entre os dias 22 e 30 de agosto, representantes de 43 empresas brasileiras dos setores de máquinas e equipamentos, casa e construção e moda e saúde vão participar das rodadas de negócios em Bogotá (Colômbia), Lima (Peru) e Santiago (Chile). Em novembro, as missões comerciais seguem para a África. Empresários brasileiros de 30 empresas vão a Angola, a Moçambique e à África do Sul buscar estratégias comerciais nas áreas de agronegócio, alimentos e bebidas, casa e construção, máquinas e equipamentos, e tecnologia e saúde.
Segundo dados da Apex-Brasil, cerca de 20 mil empresas brasileiras são exportadoras. O diretor de Negócios da agência, Rogério Bellini, destacou que o Brasil vai focar em inovação, design, tecnologia e sustentabilidade para agregar valor ao produto nacional. "O nosso desafio é levar a industria brasileira exportadora a se distinguir e se posicionar pelo produto brasileiro, com cara brasileira. A gente acredita que vai fazer isso via design e inovação", afirmou.
Para Bellini, esse diferencial vai fazer com que o Brasil se sobressaia na competição com outros países, principalmente a China, que tem expandido cada vez mais seu mercado de atuação. "A ideia é tornar o produto mais sofisticado. A China tem coisas muito próximas a isso [ao que produzimos atualmente], para eu continuar me mantendo equidistante da China, quero levar design, inovação", destacou.
"A China, por exemplo, em 2015, vai ter uma população de classe alta de cerca de 300 milhões [de pessoas]. Certamente, esses chineses não vão consumir produtos necessariamente chineses, vão consumir produtos europeus, brasileiros. Então o que a gente quer é levar esses produtos, que são intensivos de mão de obra, a um patamar de agregação de valor para que eles sejam consumidos pela classe crescente e emergente, inclusive a China", completou.
Fonte: Agência Brasil
Itajaí: Porto registra recorde em julho
Complexo movimentou 96,22 mil Teus.
O Porto de Itajaí (SC) registrou, no mês de julho, o maior desempenho mensal de toda sua história: foram movimentados 96,22 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), fazendo com o que o acumulado do ano chegue a 578,02 mil Teus, o que representa um incremento de 13% sobre o mesmo período no ano passado.
A APM Terminals movimentou 46,16 mil Teus - 15,96 mil Teus em cargas de importação e 14,48 mil Teus em cargas de exportação. Já a Portonave teve movimentação total de 50,06 mil Teus, sendo 17,04 mil TEUs em cargas de importação e 15,36 mil TEUs em cargas de exportação.
Em tonelagem, o Complexo do Itajaí movimentou 995,58 mil toneladas, com avanço de 12% em comparação ao mesmo período no ano passado. Já no ano as operações do Complexo somam 6,048 milhões de toneladas, com a média mensal de 864,12 mil toneladas. Só em julho, 104 navios fizeram escala no Porto de Itajaí, sendo 91 de longo curso, nove de cabotagem e quatro de carga geral.
Por Guia Marítimo



