Archive
News Archive: april - 2010
26.04.10 - mon
Cargolux registra perdas de US$ 153 milhões
· A Cargolux, uma das maiores operadoras de carga aérea da Europa, divulgou prejuízo de US$ 153 milhões em 2009 – a somatória entre a diminuição de volumes e das margens de lucratividade puxou para baixo a lucratividade da empresa em 34%.A companhia declarou em nota que o volume, medido em tonelada/quilômetros declinou 11,3%, no “pior ano da história para o setor". A capacidade foi reduzida em 9.3% para adequar-se à diminuição da carga demandante por transporte.Apesar dos resultados, a empresa afirma que manteve os 4% de market share.
26.04.10 - mon
Movimentação de contêineres em Antuérpia aumenta 15,9%
- A movimentação de contêineres no porto de Antuérpia aumentou 15,9% no primeiro trimestre do ano na comparação com mesmo período de 2009, consolidando sua posição com o segundo maior hub de operações com contêineres da Europa.O porto belga movimentou 2,013 milhões de TEU, comparados ao 1,737 milhão de TEU nos primeiros três meses de 2009.Antuérpia está mantendo o ritmo do porto holandês de Roterdã, o maior porto da Europa, que também registrou aumento no trânsito de contêineres, (+16%, 2,6 milhões de TEU).A movimentação total em Antuérpia expandiu 12,7%, com 42 milhões de toneladas métricas, performance sustentada pelas operações com granéis líquidos e secos.Operações com carga geral não apresentaram elevação, caindo de 3 milhões de toneladas métricas em 2009 para 2,62 milhões de toneladas métricas no trimestre. A movimentação com aço declinou 21,1%, enquanto as operações com frutas, celulose e papel mantiveram-se estáveis A atividade com cargas ro-ro apresentou leve aumento, de 1,8% (807.157 toneladas métricas) e o número de veículos movimentados teve elevação de 22,7% (197.472 unidades).
23.04.10 - fri
Real forte mesmo com déficit externo
O déficit em conta corrente, que atingiu US$ 12,14 bilhões no primeiro trimestre, marcando o pior resultado em 63 anos, não deve ser uma barreira à valorização do real. Pelas contas da consultoria LCA, esse resultado negativo deve ser equilibrado no decorrer do ano pelas maiores exportações, investimento estrangeiro direto (IED) e ingressos para investimentos em carteira (ações e dívida). Com isso, a oferta de dólar seguirá maior do que a demanda, o que tende a manter a taxa de câmbio oscilando dentro da faixa de R$ 1,70 a R$ 1,80 até o final deste ano. A expectativa da LCA é de que o dólar encerre o ano na casa de R$ 1,75.
O economista-chefe do Banco Safra de Investimentos, Cristiano Oliveira, também acredita que o real deva continuar valorizado, mas considerando um horizonte mais dilatado de tempo, os passivos externos tendem a tirar força da moeda brasileira. O ponto a ser considerado é a variação no câmbio real, que depende de duas variáveis. A primeira são os termos de troca, relação obtida pela divisão dos preços dos bens exportados pelos preços dos bens importados pelo país. Nesse ponto, o Brasil está bem posicionado, já que quase tudo o que exportamos, como minério de ferro, celulose e outras commodities, está subindo de preço, enquanto os produtos que importamos estão com preços decrescentes ou subindo muito pouco. O resultado disso é um termo de troca favorável à moeda brasileira, que ganha valor.
O segundo componente que influencia a dinâmica do cambio real é a variação do passivo líquido externo. E é esse ponto que pode limitar a alta do real no médio prazo ou até mesmo provocar sua depreciação. "É um sistema de 'feedback' negativo .O cambio real tem que depreciar para corrigir esse déficit", explica. Segundo Oliveira, a causa desse déficit externo é o diferencial de crescimento do Brasil com o restante do mundo. Esse crescimento da economia local é resultado do elevado consumo doméstico e dos investimentos. É aqui que as contas externas esbarram na taxa de juros. "Para minimizar a piora do resultado em conta corrente é necessário desacelerar o ritmo de crescimento da absorção doméstica, elevando a taxa de juros real que, seguramente, está abaixo da neutra", diz o especialista, ressaltando que tal dinâmica é mais importante no longo prazo.
Olhando agora para a curva de juros futuros, recentes declarações feitas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tiraram um pouco de força das apostas de alta de 0,75 ponto percentual na Selic. No entanto ainda não há consenso sobre qual será a decisão da semana que vem. Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a fala de Meirelles sinalizou que o BC não foi surpreendido pelo crescimento e pela inflação do primeiro trimestre, o que reforça a ideia de que a programação original será mantida. "Mantemos a previsão de alta de meio ponto por conta da sinalização do BC. Agora, não temos dúvidas de que o mais eficiente seria o 0,75 ponto", pondera o economista, lembrando que uma medida mais enérgica por parte do BC ajudaria a combater de forma mais eficiente a deterioração de expectativas.
O economista-chefe do Banco Safra de Investimentos, Cristiano Oliveira, também acredita que o real deva continuar valorizado, mas considerando um horizonte mais dilatado de tempo, os passivos externos tendem a tirar força da moeda brasileira. O ponto a ser considerado é a variação no câmbio real, que depende de duas variáveis. A primeira são os termos de troca, relação obtida pela divisão dos preços dos bens exportados pelos preços dos bens importados pelo país. Nesse ponto, o Brasil está bem posicionado, já que quase tudo o que exportamos, como minério de ferro, celulose e outras commodities, está subindo de preço, enquanto os produtos que importamos estão com preços decrescentes ou subindo muito pouco. O resultado disso é um termo de troca favorável à moeda brasileira, que ganha valor.
O segundo componente que influencia a dinâmica do cambio real é a variação do passivo líquido externo. E é esse ponto que pode limitar a alta do real no médio prazo ou até mesmo provocar sua depreciação. "É um sistema de 'feedback' negativo .O cambio real tem que depreciar para corrigir esse déficit", explica. Segundo Oliveira, a causa desse déficit externo é o diferencial de crescimento do Brasil com o restante do mundo. Esse crescimento da economia local é resultado do elevado consumo doméstico e dos investimentos. É aqui que as contas externas esbarram na taxa de juros. "Para minimizar a piora do resultado em conta corrente é necessário desacelerar o ritmo de crescimento da absorção doméstica, elevando a taxa de juros real que, seguramente, está abaixo da neutra", diz o especialista, ressaltando que tal dinâmica é mais importante no longo prazo.
Olhando agora para a curva de juros futuros, recentes declarações feitas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tiraram um pouco de força das apostas de alta de 0,75 ponto percentual na Selic. No entanto ainda não há consenso sobre qual será a decisão da semana que vem. Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a fala de Meirelles sinalizou que o BC não foi surpreendido pelo crescimento e pela inflação do primeiro trimestre, o que reforça a ideia de que a programação original será mantida. "Mantemos a previsão de alta de meio ponto por conta da sinalização do BC. Agora, não temos dúvidas de que o mais eficiente seria o 0,75 ponto", pondera o economista, lembrando que uma medida mais enérgica por parte do BC ajudaria a combater de forma mais eficiente a deterioração de expectativas.



