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News Archive: april - 2010
Retomada do Porto de Itajaí será destaque da ITS 2010
Recuperação das exportações é comemorada em Santa Catarina. Expectativa é de estabelecer contatos e novas parcerias durante o evento.
A terceira edição do Itajaí Trade Summit contará com o patrocínio do Complexo Portuário de Itajaí. O evento, segundo maior no Brasil no setor de Logística, Transporte e Comércio Internacional, acontece entre os dias 15 e 17 de setembro, na cidade portuária catarinense.
A grande expectativa quanto à feira também é reflexo da recuperação econômica pela qual passa o estado. Embora as exportações ainda sofram com baixos índices, tanto a nível nacional quanto rel, o aumento nas importações tem ajudado a equilibrar o volume de movimentação. Em março, o Complexo Portuário do Itajaí teve recorde histórico na movimentação de cargas, com 78,14 mil TEUs.
“A recuperação dos mercados importadores e exportadores catarinenses é evidente. O equilíbrio nas relações é muito importante para o mercado, pois barateia os custos para o comércio exterior”, ressalta o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham. “Estaremos presentes na Itajaí Trade Summit para fortalecer a imagem institucional do Complexo e mostrar nosso potencial logístico, além da recuperação de nossas instalações, que deverão estar concluídas até a realização da feira, e os projetos que temos para alavancar a atividade portuária na cidade e região”, completa.
O Porto de Itajaí patrocina a realização da ITS desde a primeira edição. A presença de empresas importantes no setor, nacional e internacionalmente, reforçam o apoio. “A Itajaí Trade Summit hoje pode ser considerada a maior e mais importante feira do setor em Santa Catarina e no Sul do Brasil. É uma vitrine em que nenhum player importante dos segmentos de navegação e logística pode deixar de estar presente. É uma oportunidade impar de apresentar o Complexo Portuario do Itajaí, fazer contatos comerciais e estabelecer parcerias”, afirma Grantham.
Sobre o Complexo Portuário
O Complexo Portuário de Itajaí é composto pelo Porto Municipal de Itajaí, o Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi/APM Terminals) e o Terminal Portuário Navegantes (Portonave). Em 2008, devido às enchentes em Santa Catarina, a estrutura portuária do complexo sofreu estragos consideráveis. Atualmente, as obras de reconstrução estão praticamente terminadas, e o local projeta avanço de 15% no faturamento e no volume de cargas operadas para 2010.
A estrutura disponível é de 2,78 milhões de metros quadrados para armazenagem, com capacidade para 135 mil TEU’s. Líder brasileiro em movimentação de congelados, o Complexo tem 154 mil toneladas de capacidade estática para armazenagem de cargas congeladas, e 7,8 mil tomadas reefer. As principais cargas exportadas através do Complexo são carnes, produtos mecânicos e eletrônicos, alimentos em geral e madeira e derivados. Nas importações, entre os principais itens estão produtos químicos, mecânicos, eletrônicos, têxteis e produtos cerâmicos.
Sobre a feira
Destinado a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, a Itajaí Trade Summit – ITS é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do Mercosul. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil, o evento está em sua terceira edição. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).
Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.
Além do Complexo Portuário do Itajaí, patrocinam a ITS 2010 as empresas GTLog, Teconvi/APM e Próspera Trading. Em 2010, a feira acontece entre os dias 15 e 17 de setembro. Mais informações estão disponíveis em http://itajai.tradesummit.com.br.
Índia proíbe a exportação de algodão e favorece EUA
A Índia rapidamente se tornou a segunda maior exportadora mundial de algodão, depois de adotar cepas transgênicas da planta. Na semana passada, o comissário do setor têxtil suspendeu as exportações até segundo aviso, mencionando um "aumento excessivo nos preços [do algodão]".
O contrato de algodão com vencimento em julho na bolsa de Nova York, uma referência internacional, subiu 5,7%, para 86,20 centavos de dólar por libra-peso na semana, aproximando-se da maior cotação em 15 anos. Ontem, perdeu fôlego e recuou 31 pontos, para 85,89 centavos de dólar.
Para os EUA, maior país exportador, a iniciativa da Índia, de acalmar os beneficiadores de algodão descontentes com os crescentes preços da matéria-prima, representa um lucro inesperado.
Os produtores da África Ocidental também testemunharam uma febre de compras, segundo os empresários do comércio exterior, ao passo que países exportadores como Austrália e Brasil poderão captar novas demandas.
"Tivemos um aumento enorme em consultas. É o maior que já tivemos", disse Jordan Lea, presidente da Eastern Trading, uma exportadora de algodão do Estado da Carolina do Sul nos EUA.
Os preços locais do algodão indiano caíram após o anúncio da proibição, segundo a Cotlook.
A surpreendente suspensão das exportações, anunciada dias após a instituição de um novo imposto que incide sobre a exportação do algodão, afetará os agricultores indianos e "comprovará ser prejudicial à reputação do país, de fornecedor confiável e regular de algodão", disse a Associação de Algodão da Índia.
A mudança de política também infligirá "enormes perdas" aos exportadores de algodão, disse a associação. A americana Cargill também está entre os que estão emperrados com algodão indiano. "O ônus recai igualmente sobre pessoas que assumiram compromissos de exportação e pessoas que aguardam para receber as remessas", disse Doug Christie, presidente da Cargill Cotton, ao "Financial Times".
A China é o principal cliente de algodão da Índia e suas beneficiadoras "precisarão encontrar suprimentos alternativos procedentes da América, o que significará que precisarão pagar um custo mais elevado", disse Jagdish Parihar, sócio-diretor da trading Olam International, em Cingapura.
Os EUA, com um setor têxtil doméstico agonizante, perdeu no ano passado uma disputa comercial com o Brasil, que atacou os subsídios diretos fornecidos para proteger os produtores de algodão das flutuações de preços globais, bem como um programa de garantia de empréstimos destinado a estimular o crédito a compradores internacionais do algodão americano.
É improvável que a proibição se mantenha, já que a safra de algodão da Índia sistematicamente supera a demanda doméstica. Traders esperam, porém, que a memória perdure. "Ela poderá provocar uma redução nos preços do algodão indiano no futuro, pois será percebido como um algodão de alto risco", disse Parihar
Manobras suspensas no Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu
Uma nova avaliação está programada para a manhã de terça-feira [27], mas existem grandes possibilidades da boca da barra permanecer fechada até a quarta-feira [28], devido à continuidade nas chuvas. Três cargueiros estão atracados no Portonave SA – Terminais Portuários Navegantes e mais sete navios estão fundeados na barra, aguardando a liberação das manobras para as respectivas atracações.
“A suspensão das manobras, pela Capitania dos Portos, visa a segurança das operações no Complexo e é um procedimento usual com a correnteza forte que o rio apresenta”, explica o diretor técnico do Porto de Itajaí, André Pimentel



