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News Archive: march - 2010
Brasil cai em ranking mundial de comércio exterior da OMC
Já o Brasil sofreu uma das piores contrações nas exportações entre as maiores economias e passou da 22ª posição em 2008 para a 24ª posição. A posição do país entre os importadores também caiu.
A queda prova o alerta que já vinha sendo feito há dois anos pela OMC, indicando que a expansão dos últimos anos das vendas nacionais não estava baseada em um maior volume de exportações, mas apenas na valorização dos preços de commodities. O Brasil, portanto, não era mais competitivo e apenas a renda das vendas que eram maiores. Prova disso é que o Brasil não conseguia expandir sua participação no mercado internacional, mesmo com uma renda que aumentava.
Ao ver os preços das commodities desabarem em 2009, o Brasil registrou perdas importantes no comércio exterior. Em volume, a queda das exportações nacionais de 8% foi mais acentuada que a média sul-americana, de 5%.
Para Patrick Loew, economista-chefe da OMC, a situação dos países exportadores de commodities foi mais difícil que para os de
China Shipping apela por controle da frota global
Executivo alerta sobre aceleração desnecessária de construções.
O presidente do China Shipping Group, Li Shaode, apelou às companhias de navegação para que a expansão da frota global seja controlada, otimizando a estrutura das embarcações existentes, em um esforço para enfrentar a aceleração desnecessária de construções navais.
Em uma conferência marítima realizada em Xangai, o executivo afirmou que "as linhas devem integrar recursos já ativos por meio de afretamento ou joint, ao invés de encomendar navios novos para suprir o crescimento nas rotas."
Shaode ressaltou que, ainda que os armadores tentem controlar o excesso de capacidade com cancelamento de encomendas, postergando as entregas ou demolindo navios, os pedidos para porta-contêineres equivalem a cerca de 36% da frota existente. A mesma situação é observada no segmento de navios petroleiros, cujas encomendas representam 29% da capacidade atual, e dos graneleiros, com 60%.
O executivo pediu cooperação de todos os participantes da cadeia de abastecimento global, dizendo que o controle da frota permite reduzir riscos operacionais e custos, assim como gerar economias. Como exemplo, Shaode informou que a China Shipping deve estruturar sua frota de acordo com as necessidades do país para garantir carvão, minério de ferro e fornecimento de matérias-primas.
Além disso, o executivo disse que o transporte marítimo de contêineres deve sofrer uma desaceleração significativa, após registrar crescimento médio acentuado de 8,6% ao ano, atestado nas últimas três décadas. Em contrapartida, o executivo afirmou que a demanda da China por fontes de energia sustentável e matéria-prima compensariam a baixa, fornecendo impulso suficiente para desenvolver os setores offshore e graneleiro.
Anac prepara restrição ao tráfego em 6 aeroportos
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) prepara novo pacote de restrições que vai congelar ou reduzir o movimento em seis dos principais aeroportos do país -Brasília, Confins (MG), Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Viracopos (SP).
A medida implica manter ou cortar o número de voos e já foi aplicada em Congonhas e Cumbica, na Grande SP. Segundo a Folha apurou, deve ser estendida a outros aeroportos, como os de Santos Dumont (Rio), Curitiba e Porto Alegre.
Todos os aeroportos da lista têm ou terão a capacidade esgotada -tanto na pista e no pátio de aviões quanto no terminal de passageiros - até o final do ano caso se confirmem as projeções de fluxo de passageiros. Em janeiro deste ano, passaram pelos aeroportos da Infraero 13,2 milhões de passageiros -no mesmo período de 2009, foram 10,7 milhões. Para a agência, o fluxo pode subir 17% até o final do ano.
A causa do problema é o descompasso entre a demanda e a falta de investimentos. Houve atraso nas obras da Infraero, que em 2009 gastou 43% de seu plano de investimentos.
Passagem mais cara - A contenção de voos vai causar desequilíbrio entre oferta reduzida e demanda crescente e deve haver pressão sobre os preços das passagens, diz Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional de Empresas Aéreas. "Essa política de cerceamento da oferta vai aumentar o custo para as empresas."
A presidente da Anac, Solange Vieira, confirma que a saturação da infraestrutura deve provocar alta nas passagens, mas apenas a longo prazo, a partir do final de 2011.
Segundo a Anac, o pior caso é o do aeroporto de Brasília. Já o caso de Viracopos é emblemático -passou de 48.195 passageiros em janeiro de 2005 para 441.730, no mesmo mês deste ano. O aeroporto sofre com o estrangulamento de Congonhas, que desde julho de 2007 ficou restrito a 34 pousos e decolagens por hora, e Cumbica, com limite de 45 operações desde o final de 2009. As empresas passaram a operar em Viracopos.
Aécio - O governador de MG, Aécio Neves (PSDB), criticou ontem a decisão da Anac de liberar o aeroporto da Pampulha para qualquer tipo de voo. Desde 2007, ele era restrito a voos regionais. Segundo a Anac, o tráfego não será alterado antes de estudos de capacidade operacional.
Congonhas desrespeita restrições impostas - A Infraero ignorou a determinação da prefeitura para reduzir em março o horário das operações do aeroporto de Congonhas -hoje, é das 6h às 23h, mas deveria ser das 7h às 22h. O novo prazo é 1º de abril. A decisão da Anac de reduzir o número de operações para 30 por hora também não vem sendo cumprida.
"Melhor médico", JK acumula peculiaridades - "O melhor médico de Brasília é o doutor JK", brincam os mais céticos sobre a qualidade do sistema de saúde da capital federal. "Doutor JK", claro, é o Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek, trava-língua que vitima nove em dez comissários de voo ao anunciar o pouso por aqui.
Alguém também já disse que Brasília é uma cidade cuja alma sempre está com as malas à mão, pronta para embarcar. A proverbial semana de três dias dos parlamentares, com os gazeteiros fugindo após bater o ponto na quinta cedo, contribui para a imagem. Mas não é só isso. O movimento é intenso. A capital é o "hub" principal de ligação entre o Sul/Sudeste e as cidades do Norte/Nordeste, e o movimento cresceu 17% entre 2008 e 2009, chegando a 12,2 milhões de passageiros. Só perde para Congonhas e Cumbica.
A abertura da segunda pista do aeroporto, em 2005, aliviou a situação do ponto de vista do controle aéreo, mas os terminais de passageiros ainda lembram os de uma rodoviária de capacidade média. Não é raro gastar meia hora esperando malas. A viagem a São Paulo não dura uma hora e meia.
O saguão de embarque remoto, assim como o de Congonhas, oferece o conforto de uma antessala de centro cirúrgico. Para aqueles que não compartilham o entusiasmo pela experiência de voar, os momentos que antecedem o embarque poderiam ser menos claustrofóbicos. Há vantagens, contudo. Embarcar para fora do país da capital é um alívio para todos que se viam obrigados a fazer a baldeação no Sudeste. São só duas companhias a fazer rotas regulares, o que garante um magnífico isolamento dos passageiros no cantinho destinado aos embarques internacionais.
Propagandeadas como diferencial, as salas de cinema estão fechadas. Foram abatidas pela distância e pelos ruídos de aeronaves. O barulho também transforma parte da área superior de lazer, com lojas e lanchonetes, em um local bom apenas para quem não quer ter sua conversa ouvida ou grampeada -uma característica local é que arapongas e tipos semelhantes são endêmicos.
Outro espécime autóctone é o lobista uniformizado. Chegue numa terça pela manhã e invariavelmente verá algum tipo de grupo de pressão buscando convencer as "otoridades" que desembarcam na capital que aquela emenda obscura que garante algum tipo de vantagem indizível é na verdade um direito divino inalienável.
Esse acúmulo de peculiaridades faz do "Doutor JK" um péssimo aeroporto? Não. É apenas tão ruim quanto qualquer outro no Brasil ou na maioria dos países.



