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News Archive: march - 2010
Carga em avião cresce 42% na América Latina
A demanda no transporte aéreo de carga na América Latina aumentou 41,9% em fevereiro, a maior alta e quase o dobro da expansão de 26,5% globalmente, comparado ao mesmo mês de 2009, revelou ontem a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata). Na América do Norte, a expansão foi de 34,1% e na Ásia-Pacífico, de 34,5%. "Estamos indo na direção certa, afirmou o presidente da Iata Em fevereiro, o tráfego aéreo internacional de passageiros também continuou a ter mais demanda. Comparado ao mesmo período de 2009, o crescimento foi de 9,5%. Na América Latina, a alta nesse segmento ficou em 8,5%. A expectativa é de que as companhias aéreas na região terão ganho de US$ 800 milhões este ano, segundo ano consecutivo de balanço positivo.
"Estamos indo na direção certa. Em dois ou três meses a indústria deve voltar aos níveis de tráfego pré-crise" , afirmou o presidente da Iata, Giovanni Bisignani. Embora tenha comemorado os resultados, ele lembrou que a base comparativa é fraca, uma vez que fevereiro de 2009 marcou o pior momento da recessão para o transporte aéreo.
"Esta não é uma recuperação total. A próxima tarefa é nos ajustar a dois anos de crescimento perdido", acrescentou Bisignani. Segundo a Iata, o tráfego de passageiros precisa crescer 1,4% e o transporte de carga subir 3% para retornarem aos níveis pré-crise.
A forte alta no transporte de carga é atribuída à restauração de estoques pelas empresas. A taxa vai diminuir no segundo semestre, depois de os estoques terem atingido níveis normais, na expectativa da Iata. A partir daí, o menor crescimento em cargas será liderado pelo consumo e expansão do comércio mundial.
Nos Estados Unidos, enquanto o PIB cresceu 5,9% no quarto trimestre de 2009, os gastos em consumo só aumentaram 1,7%. Apesar da alta da demanda pelo transporte aéreo, a Iata nota o fraco desempenho das companhias europeias. A expectativa é de que elas perderão US$ 2,2 bilhões este ano, comparado a prejuízo total de US$ 2,8 bilhoes das companhias.
A oferta global de assentos subiu apenas 1,9%. A média de ocupação ficou em 75,5% - número que, após ajuste sazonal, alcança 79,3%, um recorde para meses de fevereiro. Na América do Norte, a demanda de passageiros subiu apenas 4,4%, contida pelo endividamento dos consumidores, mas a de carga saltou 34,1%. Na região Ásia-Pacífico, por sua vez, o tráfego de pessoas aumentou 13,5%, sob influência do Ano Novo chinês, e o transporte de carga cresceu 34,5%.
2- China supera Alemanha e lidera exportações em 2009, confirma relatório
A China superou a Alemanha em 2009 como primeiro exportador mundial, com vendas para o exterior num valor de US$ 1,2 trilhão, confirmou nesta sexta-feira a OMC (Organização Mundial do Comércio). Os dados são do relalório anual de comércio divulgado pela entidade hoje.
A Alemanha exportou bens em 2009 num total de US$ 1,12 trilhão, segundo a organização.
Por sua parte, os Estados Unidos --o maior importador do mundo-- ocupam o terceiro lugar com US$ 1,05 trilhão em bens vendidos para o exterior no ano passado.
2010
O comércio mundial crescerá 9,5% em 2010, após ter perdido 12% em 2009, segundo uma previsão anunciada pelo diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy.
Segundo ele, o crescimento pode ser classificado como uma "boa notícia para a economia mundial".
"Nossos economistas preveem um crescimento do comércio internacional para 2010 em 9,5%. O comércio dos países em desenvolvimento crescerá 11% e o comércio dos países industrializados crescerá 7,5%", especificou Lamy.
"Isto significa que, no âmbito mundial, vemos a luz no fim do túnel e é certamente uma boa previsão e uma boa notícia para a economia mundial", apontou.
Segundo os economistas da OMC, se o comércio global continuar crescendo no atual ritmo, será necessário ainda mais um ano para que os volumes transacionados superem o nível de 2008, o último antes da crise financeira global
1- Empresários do País são os mais otimistas com economia global
Os empresários brasileiros são os mais otimistas quanto ao comportamento da economia global no próximo ano, indica uma pesquisa feita em 17 das principais economias do mundo pela consultoria internacional KPMG. O levantamento mostra um aumento generalizado do otimismo em relação à recuperação econômica global, principalmente nos Estados Unidos e nos países do BRIC.
Esta é a segunda vez seguida que a pesquisa, realizada de quatro em quatro meses, apresenta um crescimento do otimismo em vários itens como atividade econômica e receitas.
A pesquisa ouviu cerca de 11 mil empresários sobre suas perspectivas para os 12 meses seguintes. O aumento no otimismo sobre a atividade econômica no setor industrial, passou de 42,9 para 50,9 entre o levantamento anterior, de outubro de 2009 e o atual.
No setor de serviços, com apenas 12 países pesquisados (Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca e Polônia ficaram de fora), o índice de otimismo registrou uma leve variação negativa no mesmo período, de 46,5 para 44.
O índice de otimismo no Brasil ficou em 84,2 para o setor industrial e 78,3 para o setor de serviços. Quando considerados em conjunto os países do grupo BRIC, os índices de otimismo foram de 63,4 e 58,3 nos dois setores, respectivamente.
Os Estados Unidos, que tiveram índices de 65,7 e 60,3, apresentaram a segunda maior taxa de otimismo entre o empresariado norte-americano.
A Grécia, país que enfrenta graves problemas econômicos, foi o único entre países em que o pessimismo superou o otimismo, com um índice de -25,2 no setor industrial.
Para Alan Buckle, diretor global de consultoria na KPMG, os resultados da pesquisa são mais uma indicação de que a crise global parece ter sido superada.
"No primeiro nível estão os países do BRIC, cheios de confiança e preocupados apenas com inflação ou questões externas sobre as quais eles não têm controle", disse. No segundo nível, segundo ele, estão os Estados Unidos e as economias europeias mais fortes, que mostram um otimismo cauteloso, com dúvidas ainda sobre a sustentabilidade da recuperação.
"No terceiro nível estão países como a Grécia, nos quais a confiança empresarial inexiste por razões óbvias."
Os dados da pesquisa para o Brasil indicam ainda um otimismo em relação a lucros (80,1 no setor industrial e 75,6 no setor de serviços), novos pedidos (85,3 na indústria e 78,4 em serviços) e, por fim, nível de empregos (76,8 e 69,1).
Levantamento feito pela consultoria KPMG com 11 mil empresas em 17 países mostra que os empresários brasileiros são os mais otimistas do mundo no que diz respeito à recuperação da economia mundial



