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News Archive: september - 2009
01.09.09 - tue
Economia: Governo discute medidas para estabilizar o câmbio
A forte oscilação do câmbio preocupa o governo, que a considera tão prejudicial quanto a própria valorização excessiva. Propostas como maior abertura da conta de capital - com a permissão para que os bancos brasileiros possam investir no exterior e maior flexibilidade para as operações no mercado de derivativos - têm sido objeto de discussão, mas ainda não há consenso no governo.
O real tem sido uma das moedas mais voláteis do mundo - foi a que mais se desvalorizou após a quebra do Lehmann Brothers e é a que mais se valorizou no ano. Economistas heterodoxos sugerem o controle cambial e a taxação do ingresso de capitais. "A decisão do governo é que é melhor atravessar esse período de volatilidade com alto nível de reservas. Mesmo que a cotação flutue muito, com reservas não se cria problema fiscal nem instabilidade financeira", diz o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
A favor da tese do BC de aprofundar a abertura da conta de capital está a redução da oscilação cambial pelo movimento de contratação do câmbio. Fruto do fim da exigência de cobertura cambial, as contratações de câmbio pelos exportadores têm praticamente dobrado em relação à média nos dias em que o real se deprecia. Já nos dias de apreciação, são poucas as operações, numa dinâmica que atenua os movimentos bruscos. Embora a possibilidade de deixar dólares fora do país seja uma decisão do BC de 2008, só agora bancos e empresas começaram a exercer essa prerrogativa. Nas duas últimas semanas, houve dias em que o fluxo foi de quase US$ 1 bilhão, quando a taxa de câmbio estava na casa de R$ 1,87, movimento que caiu para US$ 500 milhões quando o dólar chegou a R$ 1,84.
São muitas as razões para a alta volatilidade do real. Uma delas é que o Brasil tem a moeda mais líquida dos países emergentes, lembra Paulo Gala, da FGV-SP, e também o maior, o mais sofisticado e o mais líquido mercado financeiro. "Só perdemos para o Canadá em volume de ADRs na bolsa americana. Em 2007, 10% dos IPOs (emissões primárias) do mundo foram feitos na Bovespa". É, porém, um mercado pequeno e "qualquer movimento no portfólio dos ricos causa abalos aqui".
Fonte:RevistaGlobal
O real tem sido uma das moedas mais voláteis do mundo - foi a que mais se desvalorizou após a quebra do Lehmann Brothers e é a que mais se valorizou no ano. Economistas heterodoxos sugerem o controle cambial e a taxação do ingresso de capitais. "A decisão do governo é que é melhor atravessar esse período de volatilidade com alto nível de reservas. Mesmo que a cotação flutue muito, com reservas não se cria problema fiscal nem instabilidade financeira", diz o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
A favor da tese do BC de aprofundar a abertura da conta de capital está a redução da oscilação cambial pelo movimento de contratação do câmbio. Fruto do fim da exigência de cobertura cambial, as contratações de câmbio pelos exportadores têm praticamente dobrado em relação à média nos dias em que o real se deprecia. Já nos dias de apreciação, são poucas as operações, numa dinâmica que atenua os movimentos bruscos. Embora a possibilidade de deixar dólares fora do país seja uma decisão do BC de 2008, só agora bancos e empresas começaram a exercer essa prerrogativa. Nas duas últimas semanas, houve dias em que o fluxo foi de quase US$ 1 bilhão, quando a taxa de câmbio estava na casa de R$ 1,87, movimento que caiu para US$ 500 milhões quando o dólar chegou a R$ 1,84.
São muitas as razões para a alta volatilidade do real. Uma delas é que o Brasil tem a moeda mais líquida dos países emergentes, lembra Paulo Gala, da FGV-SP, e também o maior, o mais sofisticado e o mais líquido mercado financeiro. "Só perdemos para o Canadá em volume de ADRs na bolsa americana. Em 2007, 10% dos IPOs (emissões primárias) do mundo foram feitos na Bovespa". É, porém, um mercado pequeno e "qualquer movimento no portfólio dos ricos causa abalos aqui".
Fonte:RevistaGlobal



