News Archive: august - 2009

31.08.09 - mon

Rio Grande tem alta de 10,4% na movimentação de contêineres

 O Porto de Rio Grande parece não ter sido afetado pela crise econômica global. No período janeiro-julho, elevou sua movimentação de contêineres em 10,4% e totalizou 356.675 Teus (unidade de medida que equivale a um contêiner de 20 pés). Em julho passado, as operações tiveram acréscimo de 27,2%, somando 62.737 Teus contra 49.307 Teus no mesmo período de 2008, e a produtividade média atingiu 46 movimentos/hora, o melhor índice histórico.
Entre os fatores que justificam tal crescimento está a expansão de transbordos, com incremento de 62,1% no período, num total de 28.547 contêineres. Apenas em julho, a alta equivaleu a 110,5%, sendo 43,2% para a Argentina e 20,8% para o Uruguai. Acresça-se também a expansão no movimento de contêineres refrigerados, com 7,3%, atingindo 44.095 mil Teus no período janeiro-julho.
No balanço desse período, os principais produtos movimentados foram os seguintes: frango congelado (24.487 Teus), tabaco (24.006 Teus), resinas (22.050 Teus), arroz (16.373 Teus), carne congelada (6.543 Teus), móveis (5.340 Teus) e maçã (+109,94%), máquinas (+74,2%) e arroz (18,4%).

Fonte:ConexãoMaritima

31.08.09 - mon

Santos Brasil prevê aumento de exportação de carne pelo Pará

 Nova câmara frigorífica do CONVICON favorece escoamento de carne para Rússia - país que exige inspeção e vistoria do produto embarcado pelo Brasil O CONVICON, terminal de contêineres da Santos Brasil, em Vila do Conde (PA), está preparado para atender a todas as condições necessárias à exportação de carga com temperatura controlada. Com a inauguração de uma câmara frigorífica no local, a empresa espera aumentar em cinco vezes a movimentação de carga refrigerada no terminal, podendo chegar a 400 contêineres do gênero por mês até o final de 2009.
A instalação, inaugurada oficialmente hoje, atende às exigências das autoridades aduaneiras e sanitárias do Pará para inspeção e vistoria de cargas refrigeradas, sendo a primeira desse tipo nos portos do Estado. Habilita também o terminal para escoar carne para a Rússia, um dos principais destinos das exportações de carne do Brasil, cujas exigências para importação do produto passa pela inspeção e vistoria de toda a cadeia produtiva: desde o frigorífico até o terminal de embarque.
Com duas salas para uso das autoridades, inspetores e clientes, a câmara conta com uma barreira sanitária estrategicamente construída para ser o único acesso ao seu interior, além de áreas envidraçadas que previnem o trânsito desnecessário de pessoas em seu interior. A temperatura controlada, com ajuste entre -25ºC a +10ºC, e concepção hermética, permite a manutenção dos certificados sanitários da origem da carga, já que afasta qualquer risco de contaminação por agentes externos, como poeira e resíduos. Outra característica da instalação são as quatro grandes portas de acoplamento aos contêineres e carretas, que permitem operações simultâneas de carregamento, descarga e inspeção, além de operações rápidas do tipo “cross-docking”.
“A inauguração da câmara frigorífica no Convicon é mais um importante passo da Santos Brasil para transformar o terminal em referência de produtividade e eficiência portuária na Região Norte do País”, destaca Caio Morel, diretor presidente do Convicon e diretor administrativo da Santos Brasil.
O Convicon está localizado no Complexo Industrial e Portuário de Vila do Conde, a 96 quilômetros do centro industrial e comercial da cidade de Belém. Sua proximidade às principais rotas marítimas internacionais possibilita acesso a todos os continentes, diretamente ou através dos principais hub port (portos concentradores) do Caribe.
Outras importantes obras no complexo de Vila do Conde também devem favorecer o aumento da movimentação do porto. Um dos destaques é a recém-inaugurada Rampa Rodo-fluvial, primeira obra portuária do PAC concluída, que facilitará o acesso hidroviário da produção regional destinada à exportação e que ainda chega ao porto por via terrestre.

Fonte:RevistaGlobal
28.08.09 - fri

Economista afirma que real forte é desafio à exportação

 O economista Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central, afirma que o Brasil vive uma situação econômica muito boa em relação ao resto do mundo. Atualmente consultor da Confederação Nacional do Comércio, entidade presidida por Antonio Oliveira Santos, Freitas cita apenas um grande problema a ser vencido: a excessiva valorização do real ante o dólar. Comenta a esta coluna que o real forte ajuda a conter a inflação e poderá, no futuro - isso ainda não ocorre - facilitar a importação de máquinas para modernização da indústria. Mas afeta diretamente as exportações de manufaturados e, até mesmo, as vendas de bens primários - como itens agrícolas e minério de ferro.
Segundo Thadeu de Freitas, não adianta muito comprar dólares no dia-a-dia, e a saída está em se suprir a exportação com crédito mais barato - o que, diz ele, o BNDES já faz, até certo ponto - e além disso partir para a simplificação tributária. A idéia de crédito-prêmio, de acordo com Thadeu, cria mais problemas do que benefícios, como agora mesmo se viu, com a cobrança de velhos créditos pelos empresários. A simplificação tributária foi tentada por vários governos, em geral sem êxito. Garante Freitas que os dólares continuarão a chegar, não só para investimentos no mercado de capitais, como para o pré-sal e outros setores. Além disso, o fato de o Brasil tem mais dólares do que deve cria uma situação a favor do real.
- Se o governo quisesse, quitava a dívida externa de um golpe só - assevera.
Embora a situação da indústria ainda seja desconfortável, o economista frisa que o Brasil deverá manter o Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, o que se chama, em economês, de "crescimento zero" quando na verdade é não crescimento. Para 2010, afirma que a expansão pode ser de 4%, principalmente porque a base de cálculo - 2009 - será baixa, em vista da crise. Ele afirma que o Governo Lula acertou ao reduzir o imposto sobre carros e eletrodomésticos. Comenta que a dívida interna - dívida líquida do setor público - era de 60% em relação ao PIB, no início do Governo Lula, e hoje está em 44,1%, o que é "nível confortável".
A dívida é de R$ 1,283 trilhão. Em 2008, antes da crise, essa relação chegou a 36%, mas praticamente todos os países relaxaram um pouco, para irrigar a economia. Recentemente, o economista Raul Velloso apontou que o nível de investimento da era Lula, mesmo com Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, está em 5% do PIB, o mesmo nível do fim do governo FHC - que jamais proclamou ser um grande investidor. Com isso, vê-se que há muito gasto em manutenção da máquina pública, mas pondera Freitas:
- É claro que é melhor investir do que simplesmente manter a máquina. Mas esse gasto em custeio, estimulado por Lula, ajuda a dar força ao mercado interno e foi isso que impediu efeito maior da crise por aqui.
Em resumo diz: "A economia caminha muito bem. O desafio é conviver com o excesso de dólar sem permitir que as exportações percam competitividade".
Cade: missão impossível
Qual a missão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)? Como pode impedir fusões abençoadas por presidentes da República - Ambev, por FHC, e Itaú/Unibanco e Perdigão/Sadia, por Lula? Somente um órgão acima dos ministérios poderia decidir sobre isso e não um modesto conselho de terceiro escalão. Além do mais, na crise, muitas vezes, a opção é aceitar a criação de um gigante ou permitir que uma das partes vá à falência - o que a sociedade rejeita.
O Cade acaba de definir metas para compra da Chinaglia, pelo grupo Abril, que já tinha a distribuidora de revistas Dinap. As duas juntas agora terão 100% do mercado de distribuição de revistas do país, mas o Cade impôs ressalvas (?), como assinatura de termo de compromisso de "preservar o mercado editorial e as demais editoras".
Certa ou erradamente, o mundo capitalista moderno impõe a existência de megagrupos - como Banco do Brasil, Itaú/Unibanco, Bradesco e Santander/Bovespa/Real. A Vale tem ferrovias, minas, siderúrgicas, terminais e navios. O Pão de Açúcar abocanhou Sendas e Ponto Frio. A Oi ficou com a Brasil Telecom.
O que pode fazer o Cade, a não ser homologar os mega-grupos? Sua função é impossível de ser bem realizada, pois grandes grupos cerceiam o direito de escolha do consumidor, mas em muitos casos não há opção para o Cade, a não ser aceitar a realidade e impor ressalvas adjetivas. E informa-se que o Chile adota o Brasil como seu modelo no combate a cartéis. Como assim, se nem o próprio Brasil - nem o mundo - sabe exatamente como impedir a criação de super-empresas, no momento em que até os arrogantes norte-americanos aceitam capital da Fiat em sua indústria automobilística?

Fonte:NetMarinha
 1 2 3 4  ›  »